O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, criticou duramente o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), afirmando que ele não possui "nenhuma vocação para a vida pública". Em evento do grupo empresarial Lide nesta segunda-feira (28/04/2026), Kassab avaliou que o desempenho de Bolsonaro no Planalto ficou "muito aquém da expectativa dos brasileiros".
Segundo Kassab, a ascensão de Bolsonaro em 2018 se deu em um contexto de rejeição ao PT, mas seu governo não atendeu às expectativas, abrindo caminho para o retorno de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). "Quem batesse no PT levava, o Brasil não podia mais ouvir falar no PT. E assume o presidente Bolsonaro, sinceramente sem nenhuma vocação para a vida pública", declarou o dirigente partidário.
Kassab atribuiu a permanência do governo Bolsonaro a ministros como Paulo Guedes, Tereza Cristina e Tarcísio de Freitas. Ele também indicou que o pré-candidato do PSD à Presidência, Ronaldo Caiado, pode se beneficiar da alta rejeição de Lula e Flávio Bolsonaro, questionando a credibilidade das pesquisas eleitorais atuais e a falta de respostas sobre corrupção.
O PSD, de acordo com Kassab, não fará aliança com o PT em São Paulo e reafirmou o apoio incondicional a Tarcísio de Freitas em sua busca pela reeleição. "Na eleição de 2022 o PSD apoiou o Tarcísio, foi o primeiro partido. E agora, se aproximando a reeleição, nós temos a mesma posição. Estamos com o Tarcísio incondicionalmente. Não precisamos de nenhum cargo", disse.
Em resposta às críticas de Kassab, Carlos Bolsonaro (PL), pré-candidato ao Senado por Santa Catarina, ironizou em suas redes sociais a "união da direita". Ele tem criticado a pulverização de candidaturas no espectro conservador e a falta de engajamento de alguns políticos na pré-campanha de seu irmão, Flávio Bolsonaro, ao Planalto. Carlos alertou o irmão sobre discursos "ilusórios" e interesses alheios.