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sexta-feira, 23 de outubro de 2026

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POLÍTICA

Conselho de Ética sugere suspensão de 2 meses para 3 deputados por ocupação da Mesa Diretora

Relator no Conselho de Ética vota por suspender por dois meses o mandato de três deputados que ocuparam a Mesa Diretora em agosto de 2025. Parlamentares se defenderam alegando protesto pacífico e imunidade.

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Conselho de Ética sugere suspensão de 2 meses para 3 deputados por ocupação da Mesa Diretora

O deputado Moses Rodrigues (União Brasil-CE), relator no Conselho de Ética da Câmara, votou pela suspensão de dois meses dos mandatos dos deputados Zé Trovão (PL-SC), Marcos Pollon (PL-MS) e Marcel Van Hattem (Novo-RS). A recomendação é resultado do caso que apura a invasão da Mesa Diretora em 6 de agosto de 2025, quando o trio impediu o presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), de sentar em sua cadeira e conduzir a sessão.

A votação do parecer está marcada para 5 de maio. As representações foram iniciadas por parlamentares da base do governo Lula, que acusaram os deputados de conduta incompatível com o decoro parlamentar. O relator afirmou que a punição visa deixar claro que o Parlamento não tolera infrações dessa natureza.

Segundo as acusações, Zé Trovão teria impedido fisicamente a subida de Lira à cadeira presidencial, formando uma barreira com o corpo. Marcos Pollon é acusado de ter se sentado na cadeira da presidência, impossibilitando o retorno de Lira. Marcel Van Hattem também teria ocupado uma das cadeiras da Mesa Diretora para impedir o acesso do presidente.

Em suas defesas, os parlamentares negam as irregularidades. Zé Trovão alega que a representação "carece de precisão". Marcel Van Hattem defende que a ação foi um protesto político pacífico, amparado pelo direito de reunião e obstrução parlamentar, e que a punição proporcional seria, no máximo, uma censura verbal. Marcos Pollon sustenta que sua atuação foi um gesto político protegido pela imunidade parlamentar e que a interrupção dos trabalhos foi momentânea.

Após a apresentação do voto do relator, Van Hattem criticou a punição em suas redes sociais, definindo a ocupação como "pacífica" e classificando a situação como "perseguição sem fim", conclamando por mobilização para derrotar o parecer.

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