O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciará esta semana um programa de renegociação de dívidas com descontos de até 90% e juros a partir de 1,99% ao mês. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, reuniu-se com CEOs de grandes bancos nesta segunda-feira para acertar os detalhes finais da iniciativa, que visa aliviar o peso de dívidas com juros altos, como as de cartão de crédito e cheque especial.
O objetivo é migrar débitos para linhas de crédito mais baratas, como o consignado ou operações com garantias. O programa, que entra em vigor em maio, utilizará recursos do FGTS e do Fundo Garantidor de Operações (FGO) como garantia. Detalhes sobre o valor a ser aportado pelo governo nesses fundos serão divulgados por Lula.
A renegociação abrangerá pessoas com renda de até cinco salários mínimos e dívidas em atraso, com um consenso alcançado sobre o período de inadimplência a ser considerado. A reunião contou com a presença de representantes de Itaú, Bradesco, Santander, BTG Pactual, Nubank, Citi, Febraban, Caixa e Banco do Brasil.
Durigan também confirmou que restrições a jogos e apostas online estão em discussão, com apoio das instituições financeiras à medida que proíbe mercados de predição.