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sexta-feira, 23 de outubro de 2026

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POLÍTICA

Ciro Gomes adia decisão sobre Planalto ou governo do Ceará para maio

Ex-ministro Ciro Gomes adia decisão sobre candidatura presidencial ou ao governo do Ceará para maio. Em evento do PSDB, criticou polarização e políticas econômicas de PT e PL.

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Ciro Gomes adia decisão sobre Planalto ou governo do Ceará para maio

O ex-ministro e ex-governador Ciro Gomes (PSDB) anunciou neste sábado (25) que definirá até o fim da primeira quinzena de maio se concorrerá à Presidência da República ou ao governo do Ceará em 2026. Em discurso para correligionários tucanos em São Paulo, Ciro abordou temas nacionais como economia e o Judiciário, mas manteve em aberto a disputa eleitoral. O convite para liderar a chapa presidencial do PSDB foi feito pelo deputado federal Aécio Neves, presidente nacional do partido. Ciro citou a "campanha fascista" de 2022, que o teria "humilhado" e impedido de competir em "condições justas", como um dos motivos para hesitar em retornar à política. Ele declarou se sentir "obrigado pelo apelo" do partido para considerar o convite.

Apesar do tom nacional, Ciro criticou a polarização entre PT e PL, argumentando que ambos defendem a mesma política econômica. Ele também abordou a questão das terras raras, classificando-as como "o petróleo do século XXI", e cobrou posições dos dois campos políticos. Sobre o Judiciário, Ciro criticou o "compadrio" nas nomeações para o Supremo e considerou "puro oportunismo" investigar ministros e depois votar em indicações políticas.

O evento reuniu pré-candidatos do PSDB de São Paulo, incluindo o presidente estadual do partido e pré-candidato ao governo de São Paulo, Paulo Serra. A ausência de Aécio Neves foi notada; ele enviou mensagem em vídeo, mas não mencionou Ciro Gomes diretamente. A decisão de Ciro impacta o cenário político cearense, onde ele é visto como principal nome da oposição ao governador Elmano de Freitas (PT). A possível candidatura nacional de Ciro também acentua o racha com seu irmão, o senador Cid Gomes (PSB), aliado de Elmano. Cid declarou que, embora apoiasse Ciro para presidente, estariam em lados opostos em uma disputa pelo governo do Ceará. A divergência entre os irmãos se aprofundou após a saída de Cid do PDT e filiação ao PSB em novembro de 2023, enfraquecendo a base política de Ciro no estado.

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