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terça-feira, 20 de outubro de 2026

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Botafogo em Recuperação Judicial: Dívida Bilionária e Crise na Gestão

SAF do Botafogo entra com pedido de recuperação judicial alegando dívida de R$ 2,5 bilhões e patrimônio negativo. John Textor é afastado da gestão e crise societária se intensifica. Clube social busca retomar controle.

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Botafogo em Recuperação Judicial: Dívida Bilionária e Crise na Gestão

A Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Botafogo protocolou pedido de recuperação judicial na última quarta-feira. A empresa, que tem 90% de suas ações pertencentes ao americano John Textor, admite uma dívida de R$ 2,5 bilhões e um patrimônio negativo de quase R$ 500 milhões.

O pedido ocorre quatro anos após a constituição da SAF e a compra da maioria das ações por Textor, que se valeu da lei para reestruturar clubes em dificuldades financeiras. No entanto, a situação atual revela um abismo financeiro.

Ao adquirir o futebol do Botafogo em 2022, Textor comprometeu-se a não gerar novas dívidas, uma cláusula que deveria ser fiscalizada pelo Botafogo Social, acionista minoritário. Na última quinta-feira, o empresário foi destituído da gestão da SAF pelo Tribunal Arbitral da Fundação Getúlio Vargas (FGV), que mediava a crise societária entre Textor e a holding Eagle, controladora de seus clubes. O termo "Textor afastado da SAF do Botafogo em meio a manobras pelo poder" pode ser encontrado em notícias sobre o caso.

O ex-presidente Durcésio Mello foi nomeado CEO interino da SAF. A crise tem raízes em 2022, quando Textor usou ações da Eagle como garantia para um empréstimo com o fundo Ares, necessário para a compra do Lyon. A inadimplência levou a Ares a assumir o controle da Eagle, afastando Textor do clube francês e tentando o mesmo no Botafogo.

O americano conseguiu permanecer no Botafogo por meio de uma liminar e do apoio do clube social. No pedido de recuperação judicial, os advogados de Textor buscam limitar os poderes da Eagle, que detém 90% das ações. A intenção é transferir os poderes de gestão para o clube social, detentor dos 10% restantes.

A influência de Textor ainda se faz sentir com a indicação de Durcésio Mello, seu aliado. Contudo, a gestão de Textor enfrenta oposição de ambos os sócios, Eagle e Botafogo Social, que já se articulam para remover Durcésio.

A situação financeira e de gestão do Botafogo já era alertada por conselheiros fiscais em 2023, que renunciaram em protesto e criticaram alterações em cláusulas do acordo de acionistas que impediam a alienação das ações por Textor. Essas mudanças permitiram que ele usasse suas ações da SAF como garantia para o fundo Ares.

Apesar do sucesso esportivo em 2023 e 2024, impulsionado pelo caixa da SAF, a conta chegou. O plano original de abrir o capital da Eagle na Bolsa de Nova York foi inviabilizado.

Embora Textor seja reconhecido pela recuperação esportiva do Botafogo, a atual crise administrativa e financeira levanta questionamentos sobre sua gestão. O pedido de recuperação judicial tenta apresentar um cenário otimista, mas é comparado a um castelo de areia diante da realidade financeira.

O contraste com o Cruzeiro, outra SAF reestruturada e com gestão consistente sob o comando de Ronaldo, é evidente. Textor afirma ter paixão pelo Botafogo e desejar o bem do clube, mas a credibilidade de suas promessas junto à torcida é posta em dúvida.

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