A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria nesta sexta-feira (24) para manter a prisão de Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco Regional de Brasília (BRB). Ele é suspeito de aceitar R$ 146,5 milhões em propina, pagos em imóveis, pelo ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. A decisão segue o voto do ministro relator, André Mendonça, acompanhado por Luiz Fux e Kassio Nunes Marques.
A Polícia Federal cumpriu a ordem de prisão na quinta-feira passada, durante a quarta fase da Operação Compliance Zero. Segundo a investigação, Costa teria atuado como "mandatário" de Vorcaro no BRB, facilitando a compra do Banco Master pela instituição que presidia. A contrapartida seria o pagamento de propina, conforme aponta a investigação.
Mendonça justificou a prisão preventiva para garantir a ordem econômica, a instrução criminal e a aplicação da lei penal, citando indícios de continuidade delitiva e risco de ocultação de provas e bens. A Procuradoria-Geral da República considerou Costa "peça essencial" na operação, com R$ 74,6 milhões dos R$ 146 milhões prometidos já pagos.
A defesa de Costa, representada pelo advogado Cléber Lopes, classificou a prisão como "absolutamente desnecessária" e um "exagero".
Fonte: O Globo