A Polícia Federal (PF) concluiu o inquérito sobre a morte de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como "Sicário", investigado no caso do Banco Master. O relatório final foi encaminhado nesta quinta-feira (24) ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Mourão, que estava sob custódia da PF em Minas Gerais, tentou suicídio enquanto detido e morreu dias depois em um hospital. A investigação apurou as circunstâncias do ocorrido e eventuais responsabilidades dentro das dependências da corporação.
O inquérito foi aberto para esclarecer as circunstâncias da tentativa de suicídio e responsabilidades. Agora, o STF analisará o material para definir os próximos passos. Mourão foi preso durante a Operação Compliance Zero, que investiga o banqueiro Daniel Vorcaro por suposto esquema de fraudes financeiras e intimidação de adversários.
Ele foi detido em 4 de março, na terceira fase da Operação Compliance Zero, que apura crimes de fraude financeira, lavagem de dinheiro e obstrução de Justiça. Na sua residência, foram apreendidos equipamentos eletrônicos, documentos, joias e uma pistola sem registro. Mourão responderia também por porte ilegal de arma de fogo.
Após a prisão, Mourão foi levado à superintendência da PF em Belo Horizonte. Por volta das 15h20, ele tentou se matar. Dez minutos depois, agentes da PF iniciaram manobras de reanimação e acionaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Mourão foi levado ao hospital João XXIII, onde faleceu dois dias depois, após o encerramento do protocolo de morte encefálica.
A defesa de Mourão informou que aguardará a conclusão do inquérito da PF para decidir sobre possíveis investigações paralelas ou ações de indenização contra o Estado.