O governo federal lança nesta quarta-feira um novo modelo do programa Minha Casa Minha Vida, expandindo o acesso ao financiamento para a classe média. A iniciativa visa impulsionar a popularidade do governo com medidas de impacto social.
As novas regras permitem que famílias com renda de até R$ 13 mil possam financiar imóveis de até R$ 600 mil. Anteriormente, o limite de renda era de R$ 9,6 mil.
Houve também uma redução nas taxas de juros. A taxa de 1,17% para rendas de até R$ 3,2 mil e de 1,95% para rendas superiores foi unificada em 0,99%. O programa de reforma de casas também foi beneficiado, com o valor máximo de reforma elevado de R$ 30 mil para R$ 50 mil e o prazo de amortização estendido de 60 para 72 meses.
Para viabilizar as mudanças, R$ 20 bilhões do Fundo Social do Pré-Sal serão destinados ao programa, com o objetivo de contratar um milhão de unidades habitacionais ainda este ano. O ministro das Cidades, Jader Barbalho Filho, anunciou um aporte que levará o orçamento do programa a R$ 200 bilhões.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comentou a redução dos juros habitacionais e sugeriu que o Banco Central, sob a liderança de Gabriel Galípolo, deveria seguir o exemplo e reduzir a taxa Selic. A ampliação das faixas do programa já havia sido aprovada pelo Conselho Curador do FGTS no final de março, elevando os limites de renda para as diferentes faixas de financiamento.