O preço do petróleo desacelerou nesta segunda-feira após uma escalada impulsionada pela apreensão de um navio iraniano no Golfo de Omã. A tensão aumentou após o Irã ter aberto fogo contra embarcações e imposto restrições no Estreito de Ormuz, rota vital para o transporte global de energia.
O petróleo Brent chegou a subir 6,3%, atingindo US$ 96 o barril, enquanto o WTI avançou 7%, a US$ 88,3. A incerteza sobre negociações de paz entre Estados Unidos e Irã, com prazos de cessar-fogo se aproximando, manteve os mercados em alerta.
O presidente Donald Trump informou sobre a apreensão do navio iraniano após ignorar ordens de parada. O incidente ocorreu em meio a declarações conflitantes sobre a possibilidade de um acordo de paz, com Trump expressando otimismo e autoridades iranianas mostrando ceticismo.
O impasse no Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto do petróleo mundial, ameaça agravar a crise energética global. Questões como as capacidades nucleares do Irã e a invasão israelense no Líbano também permanecem como pontos de discórdia.
Os mercados financeiros globais reagiram com cautela. Contratos futuros do S&P 500 caíram, ações europeias recuaram e os rendimentos de títulos subiram. O ouro teve queda, enquanto o dólar avançou levemente.
Investidores avaliam a pressão sobre ambas as partes para alcançar um acordo, apesar da expectativa de volatilidade. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que a guerra não beneficia ninguém e que a diplomacia é o caminho para reduzir tensões.
Stephan Kemper, estrategista do BNP Paribas Wealth Management, avalia que os eventos recentes esfriaram o otimismo, mas não o eliminaram. "Os mercados continuam esperando uma solução no curto prazo que permita que a energia volte a fluir", disse.