O Prêmio Laureus de 2026, realizado em Madri, destacou o tênis como grande protagonista nesta segunda-feira. Carlos Alcaraz e Aryna Sabalenka foram eleitos os melhores atletas do ano, confirmando a hegemonia do esporte na premiação, mas com uma nova ênfase: o reconhecimento da forma de competir e da resiliência.
Alcaraz, aos 22 anos, tornou-se o mais jovem vencedor na categoria masculina. Sua conquista em 2025, marcada por dois Grand Slams e a retomada do número 1, foi definida menos por um domínio absoluto e mais pela sua capacidade de decidir em momentos cruciais, como na épica final de Roland Garros contra Jannik Sinner. "Esse prêmio não olha só para o que acontece dentro da quadra, ele te coloca ao lado dos maiores atletas do mundo", declarou Alcaraz, ressaltando a importância da rivalidade.
Sabalenka reforçou a tendência ao ser coroada após um ano como número 1 do mundo, com um Grand Slam e finais em outros dois. Sua vitória valoriza a constância e a força mental em um circuito cada vez mais instável. "Se eu puder inspirar alguém com a forma como eu lido com isso, já vale tudo", afirmou a tenista.
A premiação também celebrou Gabriel Araújo, nadador paralímpico brasileiro, eleito o melhor atleta com deficiência. Sua vitória em Madri encerra um jejum de dez anos para o Brasil na categoria e amplia a visibilidade do esporte paralímpico nacional. "O esporte paralímpico carrega isso ainda mais forte. A gente não está só competindo, está quebrando barreiras", disse Araújo.
Outros destaques incluem o Paris Saint-Germain como time do ano, Lando Norris como revelação pela conquista da F1, e Rory McIlroy pelo retorno no golfe. A criação da categoria atleta jovem do ano, vencida por Lamine Yamal, e homenagens a Toni Kroos e Nadia Comăneci reforçaram a visão do Laureus em celebrar tanto o presente quanto o legado no esporte.