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sábado, 24 de outubro de 2026

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POLÍTICA

Aliados Cobram Flávio Bolsonaro por Promessas Descumpridas de Jair

Aliados cobram Flávio Bolsonaro por promessas de Jair; acordos para palanques estaduais não se concretizam, gerando insatisfação em grupos como o de Marco Feliciano e dificultando candidaturas ao Senado.

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Aliados Cobram Flávio Bolsonaro por Promessas Descumpridas de Jair

Aliados de Jair Bolsonaro intensificaram as cobranças ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) devido ao descumprimento de acordos para a formação de palanques estaduais. Articulações que contavam com o aval do ex-presidente estariam ficando pelo caminho, afetando candidaturas ao Senado e a construção de maioria na oposição para a próxima legislatura.

Mesmo durante o período em que estava preso, Bolsonaro participava das negociações. Agora, em prisão domiciliar por decisão do ministro Alexandre de Moraes (STF), seu convívio está restrito, forçando Flávio a assumir o protagonismo e aumentando a pressão sobre o senador.

Um dos focos de desgaste ocorre em São Paulo. Um acordo com o bispo Samuel Ferreira previa apoio político em troca da indicação de um nome da Assembleia de Deus Ministério Madureira ao Senado, envolvendo os deputados Marco Feliciano e Cezinha de Madureira. No entanto, o espaço não se concretizou. Feliciano, que já se sentiu preterido em 2022, novamente ficou fora, mesmo com a saída de Eduardo Bolsonaro da disputa.

A insatisfação de Feliciano veio à tona em um culto: "Quando é que você e sua família passarão a tratar os evangélicos com a reciprocidade que a gente merece, em vez de uma relação de via única?", questionou ao senador.

O impasse em São Paulo se explica pela defesa de Valdemar Costa Neto pelo nome de André do Prado (presidente da Alesp), pela atuação de Eduardo Bolsonaro em favor de Mário Frias e pela destinação de uma vaga na chapa de Tarcísio de Freitas (Republicanos) para Guilherme Derrite (PP). Com o esvaziamento das promessas, Cezinha de Madureira deve ter o engajamento reduzido na pré-campanha.

"Estamos com problemas de vagas em todos os estados", resumiu Valdemar da Costa Neto.

O descompasso se repete em Roraima, onde o deputado Hélio Lopes (PL-RJ) transferiu seu domicílio eleitoral para concorrer ao Senado, mas enfrenta resistência do PL local, que prioriza nomes como Nicoletti (PL-RR) e o prefeito Arthur Henrique. Nicoletti, que deixou o União Brasil após ser preterido, filiou-se ao PL com a promessa de disputar o Senado.

Valdemar Costa Neto tem relatado "dificuldade" em viabilizar a candidatura de Hélio Lopes, que também tentou uma alternativa ao se apresentar como nome ao TCU, mas o PL indicou Soraya Santos.

Em Mato Grosso do Sul, o grupo do deputado Rodolfo Nogueira busca lançar a sua mulher, Gianni Nogueira, ao Senado. Contudo, ganharam força outros nomes do PL, como o ex-governador Reinaldo Azambuja e os deputados Marcos Pollon e Capitão Contar. "Esse projeto teve início em 2024, a partir de um pedido do (ex-) presidente Jair Bolsonaro. Não vejo como uma disputa interna", afirmou Rodolfo Nogueira.

Na semana passada, Flávio Bolsonaro assegurou legenda a Azambuja e indicou que pesquisas definirão a segunda vaga: "Quem estiver melhor colocado vai levar a vaga", disse.

No Ceará, a divergência é familiar: Michelle Bolsonaro apoia a vereadora Priscila Costa, enquanto o grupo de Flávio sustenta o deputado estadual Alcides Fernandes.

O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da pré-campanha, avalia o cenário como administrável: "Flávio está fazendo o dever de casa e arrumando os palanques estaduais. Em 2022, Bolsonaro só tinha dez palanques e agora teremos 22 ou 23 estados. É um trabalho que demanda tempo".

Fonte: O Globo

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