A American Airlines negou veementemente qualquer interesse em uma fusão com a rival United Airlines. A declaração da companhia aérea, sediada em Fort Worth, Texas, encerra especulações sobre uma possível união que alteraria significativamente o cenário da aviação. O CEO da United, Scott Kirby, teria discutido a ideia com o então presidente Donald Trump em fevereiro, segundo a Bloomberg.
Em comunicado oficial, a American Airlines classificou a fusão como prejudicial à concorrência e aos consumidores. A empresa destacou que tal união seria contrária aos princípios de livre mercado e à legislação antitruste.
A United Airlines se recusou a comentar o assunto. As duas empresas, juntas, controlam mais de um terço do mercado aéreo nos Estados Unidos, e uma fusão criaria a maior companhia aérea do mundo, o que certamente geraria forte oposição de órgãos reguladores, consumidores e concorrentes.
O contexto de incerteza nos preços do petróleo, agravado pelo conflito entre EUA e Irã, tem impulsionado discussões sobre a consolidação no setor. No entanto, a American Airlines parece determinada a seguir seu próprio caminho, apesar dos desafios operacionais e estratégicos que enfrenta, incluindo a necessidade de reduzir dívidas e reconquistar a confiança de passageiros corporativos.
A decisão final sobre qualquer fusão no setor aéreo dos EUA cabe ao Departamento de Transportes e ao Departamento de Justiça, que avaliarão os impactos na concorrência e nos preços das passagens.