O mundo do basquete lamenta a perda de Oscar Schmidt, um ícone que nos deixou nesta sexta-feira (17) aos 68 anos. Conhecido mundialmente como "Mão Santa", Oscar construiu uma carreira lendária alicerçada em disciplina férrea e uma rotina de treinos extenuante. Sua precisão nos arremessos hipnotizava plateias, mas ele sempre fez questão de desmistificar seu apelido: "Quanto mais eu treino, mais a minha mão é santa".
Durante 30 anos, Oscar ostentou o título de maior pontuador da história do basquete mundial, superando lendas como Kareem Abdul-Jabbar em 1994. Seus números oficiais são impressionantes: 49.737 pontos em 1.615 jogos, uma média de 30,7 pontos por partida. O recorde só foi superado em 2024 por LeBron James.
Oscar Schmidt dedicava horas diárias ao aprimoramento de sua técnica, chegando a treinar mil arremessos extras após os treinos oficiais. Essa dedicação incansável, que ele preferia chamar de "mão treinada", exemplifica o comprometimento que o levou ao estrelato.
Sua carreira começou cedo, aos 16 anos, e o levou a dez clubes diferentes. Pela seleção brasileira, liderou o país à histórica medalha de ouro no Pan-Americano de 1987. Além disso, Oscar é o maior cestinha da história dos Jogos Olímpicos, com 1.093 pontos, e detém o recorde de pontos em uma única partida olímpica, com 55 contra a Espanha em Seul 1988.