A Receita Federal oferece a declaração pré-preenchida do Imposto de Renda 2026 para agilizar o preenchimento. No entanto, especialistas alertam para a necessidade de conferir cuidadosamente todos os dados. Antônio Gil, sócio da área tributária da EY, reforça que a atenção é fundamental.
O modelo é alimentado por informações enviadas pelas empresas. Desde o ano passado, a Receita Federal substituiu a antiga DIRPF por duas novas bases de dados: eSocial e EFD-Reinf. Essas fontes ainda estão em fase de ajuste, o que pode gerar inconsistências nos dados apresentados.
"Se a informação não chegou correta, vou mostrar pré-preenchida algo que pode não estar correto. Cabe ao cidadão verificar o comprovante que ele recebeu e conferir. Com valor incorreto, ele precisa corrigir", afirma José Carlos Fonseca, supervisor da Receita Federal.
A Receita espera receber 44 milhões de declarações este ano, com 60% utilizando o modelo pré-preenchido. A ferramenta, que funciona como um rascunho, agora inclui DARFs pagos no ano anterior e informações sobre rendimentos de renda variável.
Contribuintes que notarem erros, como valores incorretos de salários, auxílios, despesas médicas ou saldos bancários, devem corrigir manualmente os dados antes de enviar a declaração. A responsabilidade por multas decorrentes de informações incorretas é do contribuinte.
Charles Gularte, sócio da Contabilizei, aconselha a verificação de dados de dependentes, investimentos, compras de bens e saldos bancários, confiando sempre nos informes de rendimento recebidos.