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sábado, 24 de outubro de 2026

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INVESTIGAÇÃO FINANCEIRA

Imóveis de luxo em SP e DF eram propina para ex-presidente do BRB

Apartamentos de luxo em São Paulo e Brasília teriam sido usados como propina para o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, em um esquema envolvendo o banco Master. PF investiga negociação de imóveis avaliados em R$ 146,5 milhões.

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Imóveis de luxo em SP e DF eram propina para ex-presidente do BRB

O ex-presidente do Banco Regional de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, foi preso pela Polícia Federal sob suspeita de receber imóveis de alto padrão como propina. As investigações apontam que os apartamentos de luxo, localizados em São Paulo e Brasília, faziam parte de um esquema envolvendo o banco Master. Ao todo, seis empreendimentos foram citados pela corporação: Heritage, Arbórea, One Sixty e Casa Lafer, na capital paulista, e Ennius Muniz e Valle dos Ipês, em Brasília.

Os imóveis, avaliados em R$ 146,5 milhões, foram adquiridos como parte de um esquema de propina. A decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a operação policial.

Em São Paulo, o condomínio Heritage, no Itaim Bibi, oferece apartamentos de 570 m², com quatro suítes e até seis vagas de garagem. A estrutura de lazer inclui quadra de tênis e piscinas coberta e descoberta. O Arbórea, também no Itaim Bibi, conta com unidades de até 1.000 m² e infraestrutura com spa e academia. O One Sixty, na Vila Olímpia, possui apartamentos com cerca de 300 m² e áreas comuns com piscinas e academia. O Casa Lafer, em Itaim Bibi, tem poucas unidades, com plantas entre 424 e 792 m², e oferece piscina climatizada e spa.

Em Brasília, o Ennius Muniz, no Setor Noroeste, dispõe de apartamentos com quatro suítes e vista para o Parque Burle Marx. O condomínio oferece coworking, academia e piscina. O Valle dos Ipês, no Jardim Botânico, conta com seis torres e unidades que variam de 147 a mais de 800 m², com foco em sustentabilidade e áreas de lazer como piscina de borda infinita.

Segundo a investigação, a negociação teria sido feita pessoalmente por Vorcaro, que buscava um comprador para carteiras fraudulentas do Master. Paulo Henrique Costa comandou a compra de carteiras de crédito do BRB, avaliadas em R$ 12,2 bilhões, o que resultou em prejuízo ao banco. Ele também tentou a compra do Master por R$ 2 bilhões, operação rejeitada pelo Banco Central.

A defesa de Costa, representada por Cléber Lopes, afirmou que a prisão é desnecessária e que não há crime. A defesa de Monteiro informou que sua atuação foi estritamente técnica como advogado.

O Globo.

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