O governo federal articula um jantar estratégico com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e senadores para reforçar o apoio a Jorge Messias, indicado para o Supremo Tribunal Federal (STF). O encontro visa angariar votos decisivos antes da sabatina de Messias, marcada para 28 de abril, a menos de duas semanas de distância.
A iniciativa surge como resposta à diminuição do tempo para articulação política, agravada pelo feriado de Tiradentes e pela previsão de baixa presença de senadores em Brasília na semana que antecede a sabatina. O jantar busca concentrar os esforços em um ambiente propício ao diálogo direto, especialmente com senadores indecisos.
A ideia, discutida no Planalto, foi alinhada entre Lula e Alcolumbre na posse do novo ministro José Guimarães. Apesar de Lula desejar o encontro ainda nesta semana, a agenda de Alcolumbre com ministros do STF adiou a articulação.
Paralelamente, Jorge Messias intensificou seu corpo a corpo no Senado, reunindo-se com parlamentares da base e da oposição para dialogar e buscar flexibilização de votos. Levantamentos internos indicam que, embora o nome de Messias tenha avançado, muitos senadores evitam declarar voto publicamente.
Nos bastidores, aliados veem o voto secreto como uma brecha para dissidências e buscam identificar senadores dispostos a votar a favor. O movimento se soma a conversas de senadores favoráveis a Messias com ministros do STF, como Cristiano Zanin, André Mendonça e Kassio Nunes Marques, considerados fiadores da indicação, buscando aval antes de definir o voto.