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sábado, 24 de outubro de 2026

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Brasil e Espanha selam acordos em tecnologia e regulação de big techs

Em Barcelona, Brasil e Espanha assinam acordos sobre regulação de big techs, minerais raros e combate à desigualdade. Lula e Sánchez reforçam parceria estratégica e alertam para riscos do "colonialismo digital".

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Brasil e Espanha selam acordos em tecnologia e regulação de big techs

Brasil e Espanha firmaram uma série de acordos em Barcelona nesta sexta-feira (17), abrangendo áreas cruciais como tecnologia digital, regulação de big techs, minerais raros e combate à desigualdade e ao crime organizado. Os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Pedro Sánchez selaram os documentos durante a 1ª Cúpula Brasil-Espanha, reforçando posições comuns em âmbito internacional e em relação aos direitos de seus cidadãos.

A parceria estratégica inclui cooperação em tecnologias da informação, políticas para pequenas e médias empresas, intercâmbio cultural, sustentabilidade, transportes aéreos e previdência social. Lula destacou a Espanha como um dos maiores investidores no Brasil, com mais de US$ 10 bilhões em projetos em setores como telecomunicações, finanças, energia e infraestrutura.

Ambos os líderes expressaram preocupação com o poder exercido pelas big techs, alertando para o risco de um "colonialismo digital" sem regulamentação adequada. Lula defendeu a soberania digital dos países, com colaboração entre o Centro Nacional de Supercomputação de Barcelona e o Laboratório Nacional de Computação Científica para o desenvolvimento conjunto em inteligência artificial.

Os acordos também preveem cooperação na cadeia de minerais estratégicos, visando gerar conhecimento e agregar valor. Sánchez ressaltou o papel de Brasil e Espanha como "países motores" na aproximação entre a União Europeia e a América Latina, promovendo cooperação, confiança mútua e prosperidade compartilhada.

Os governos reafirmaram o compromisso conjunto no combate às desigualdades, violência de gênero, promoção da igualdade racial e fortalecimento da economia solidária.

Fonte: Agência Brasil

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