A executiva do futebol feminino do Grêmio, Bárbara Fonseca, foi absolvida pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) nesta sexta-feira (17). Ela era acusada de injúria racial contra um torcedor do Internacional.
A 3ª Comissão Disciplinar do STJD decidiu, por 3 votos a 2, pela absolvição de Fonseca com base no artigo 243-G do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que trata de atos discriminatórios. O Grêmio, que também respondia no mesmo artigo, foi absolvido por unanimidade.
O caso ocorreu em 28 de março, após um clássico Grenal pelo Campeonato Brasileiro Feminino. Bárbara Fonseca poderia ser suspensa por até 360 dias, enquanto o clube corria o risco de perder pontos e pagar multa de R$ 100 mil.
A acusação partiu de um torcedor que alegou ter sido chamado de "macaco, filho da p..." por Bárbara. A investigação policial indiciou a dirigente, com depoimentos de 11 pessoas, incluindo a vítima e três testemunhas que afirmaram ter ouvido as ofensas. Imagens de câmeras de segurança não captaram o momento.
Em sua defesa no STJD, Bárbara alegou que a confusão começou após um funcionário do Inter ofender uma jogadora do Grêmio. Segundo a executiva, após ser xingada por torcedores, ela teria retrucado e, na saída, sido informada sobre a necessidade de ir à delegacia.
O caso ainda segue na esfera criminal.