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quinta-feira, 22 de outubro de 2026

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Justiça do Rio nega pedido do PDT por voto secreto na eleição à presidência da Alerj

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Justiça do Rio nega pedido do PDT por voto secreto na eleição à presidência da Alerj

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A Justiça do Rio negou o pedido do PDT para que a eleição para a presidência da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) ocorra por voto secreto. A decisão foi proferida na noite de quinta-feira (16), e a eleição está marcada para a manhã desta sexta-feira (17).

A desembargadora Suely Lopes Magalhães, em exercício na presidência do TJ-RJ, considerou que a definição sobre voto aberto ou fechado para a escolha da Mesa Diretora da Alerj cabe à autonomia organizacional da Casa Legislativa, sem interferência do Judiciário. A magistrada também afirmou que não há risco concreto aos deputados em caso de votação aberta.

O PDT, que pretendia lançar o deputado Vitor Junior para a presidência, argumentou que o modelo tradicional de votação aberta, com chamamento nominal, poderia gerar "interferências indevidas". A legenda esperava usar o voto secreto para tentar obter dissidências na base de apoio do deputado estadual Douglas Ruas (PL), que conta com maioria na Alerj.

A decisão frustra os planos dos aliados do ex-prefeito Eduardo Paes (PSD), que visavam utilizar o voto secreto como estratégia. Com a manutenção do voto aberto, o grupo de Paes deve abandonar a disputa, pois a soma dos partidos aliados a Ruas (PL, PP e União Brasil) ultrapassa os 36 votos necessários para a eleição.

Em março, a Alerj já havia realizado uma eleição com voto aberto, que resultou na vitória de Douglas Ruas, com 45 votos.

A decisão judicial impacta a disputa pelo comando da máquina estadual, que é vista como relevante para impulsionar candidaturas na eleição ao governo do Rio em outubro, na qual Paes e Ruas serão adversários.

Fonte: O Globo.

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