Aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro questionaram nesta quinta-feira (16) a nota oficial da Polícia Federal (PF) que informou que a prisão do ex-deputado federal Alexandre Ramagem nos Estados Unidos ocorreu por cooperação internacional. Ramagem foi detido na terça-feira por agentes do Serviço de Imigração e Controle de Alfândega dos EUA (ICE) e liberado na quarta. A PF havia afirmado que a soltura dependia de trâmites de extradição.
O ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL) ironizou a versão da PF. "Se houve cooperação e o detido foi solto só há duas opções: EUA virou república de bananas e soltou um notório terrorista... enquanto Brasil é o império das leis", escreveu em rede social. Ele sugeriu que a PF brasileira teria enganado o ICE.
As deputadas federais Júlia Zanatta (PL-SC) e Bia Kicis (PL-DF) também expressaram dúvidas sobre a informação da PF. "A Polícia Federal mentiu?", questionou Zanatta. Kicis afirmou que a soltura de Ramagem "cai por terra a narrativa da PF". O deputado Otoni de Paula (PSD-RJ) classificou a nota da PF como uma "vergonhosa mentira".
Ramagem é considerado foragido no Brasil desde que deixou o país após ser condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a mais de 16 anos de prisão por participação em uma trama golpista. Antes de ser preso, ele havia solicitado asilo nos Estados Unidos.
A versão inicial divulgada por aliados de Bolsonaro era de que a detenção teria sido por uma infração leve de trânsito, o que não foi confirmado por autoridades americanas.