O Orçamento Federal de 2025 enfrenta restrições significativas para investimentos públicos. A expansão das emendas parlamentares, o pagamento de juros da dívida e políticas de renúncia fiscal apertaram os recursos disponíveis, segundo relatório do Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc).
Despesas totais da União atingiram R$ 5,39 trilhões, um aumento de 2,3% em relação ao Produto Interno Bruto (PIB). Políticas sociais, como combate à violência contra a mulher, direitos de crianças, saúde, educação e meio ambiente, foram as mais afetadas pela redução de verbas.
O relatório aponta que medidas para combater a desigualdade, como o aumento do piso do Imposto de Renda e a taxação de dividendos, têm capacidade limitada. O Inesc critica o financiamento de setores industriais poluentes e concentradores de riqueza.
As emendas parlamentares somaram R$ 45 bilhões em 2025, representando 20% das despesas discricionárias e deslocando decisões orçamentárias para o Legislativo. O pagamento de juros da dívida consumiu R$ 371,7 bilhões, enquanto investimentos públicos federais alcançaram apenas R$ 70,8 bilhões.
Renúncias fiscais totalizaram R$ 544 bilhões em 2025. O Inesc defende a revisão dessas políticas, que beneficiam grupos ligados ao capital, e a inclusão de critérios como agenda climática e direitos humanos. A prioridade deve ser coletiva para reduzir desigualdades.