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quarta-feira, 21 de outubro de 2026

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ECONOMIA

Emendas e juros da dívida limitam investimentos públicos em 2025

Emendas parlamentares, juros da dívida e renúncias fiscais restringem investimentos em áreas sociais e infraestrutura. Relatório do Inesc aponta a necessidade de correção de distorções no Orçamento de 2025 para ampliar políticas públicas.

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Emendas e juros da dívida limitam investimentos públicos em 2025

O Orçamento Federal de 2025 enfrenta restrições significativas para investimentos públicos. A expansão das emendas parlamentares, o pagamento de juros da dívida e políticas de renúncia fiscal apertaram os recursos disponíveis, segundo relatório do Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc).

Despesas totais da União atingiram R$ 5,39 trilhões, um aumento de 2,3% em relação ao Produto Interno Bruto (PIB). Políticas sociais, como combate à violência contra a mulher, direitos de crianças, saúde, educação e meio ambiente, foram as mais afetadas pela redução de verbas.

O relatório aponta que medidas para combater a desigualdade, como o aumento do piso do Imposto de Renda e a taxação de dividendos, têm capacidade limitada. O Inesc critica o financiamento de setores industriais poluentes e concentradores de riqueza.

As emendas parlamentares somaram R$ 45 bilhões em 2025, representando 20% das despesas discricionárias e deslocando decisões orçamentárias para o Legislativo. O pagamento de juros da dívida consumiu R$ 371,7 bilhões, enquanto investimentos públicos federais alcançaram apenas R$ 70,8 bilhões.

Renúncias fiscais totalizaram R$ 544 bilhões em 2025. O Inesc defende a revisão dessas políticas, que beneficiam grupos ligados ao capital, e a inclusão de critérios como agenda climática e direitos humanos. A prioridade deve ser coletiva para reduzir desigualdades.

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