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quarta-feira, 21 de outubro de 2026

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ECONOMIA

Caixa mantém juros do crédito imobiliário mesmo com corte da Selic

Caixa projeta recorde em crédito imobiliário, mas mantém juros elevados devido a custos e incertezas globais. Mudanças nas regras do SBPE facilitam acesso ao financiamento, mas não devem reduzir taxas.

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Caixa mantém juros do crédito imobiliário mesmo com corte da Selic

A Caixa Econômica Federal, apesar de projetar um recorde de R$ 1 trilhão na carteira de crédito imobiliário em 2026, não prevê redução nas taxas de financiamento. A decisão ocorre mesmo após o corte da taxa Selic, pois o banco considera o custo do dinheiro ainda elevado e pondera incertezas globais, como a guerra no Oriente Médio. A Caixa mantém juros do crédito imobiliário mesmo com corte da Selic.

A reformulação das regras do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) facilitou a contratação de crédito, permitindo financiamento de até 80% do imóvel e elevando o teto para R$ 2,250 milhões. Essas mudanças, anunciadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, visam liberar R$ 30 bilhões da caderneta de poupança para o financiamento da casa própria, beneficiando principalmente a classe média.

O novo modelo permite que a Caixa utilize R$ 1 em recursos da poupança para cada R$ 1 concedido em crédito imobiliário, com 80% dos financiamentos dentro das regras do Sistema Financeiro de Habitação (SFH). O objetivo é maximizar o uso dos recursos da poupança, que têm diminuído devido à busca por investimentos mais rentáveis.

A vice-presidente de Habitação da Caixa, Inês Magalhães, ressalta que, embora as novas regras equilibrem a oferta de crédito, o impacto nos juros é limitado. Ela explica que o descasamento entre o prazo de uso dos recursos da poupança (5 anos) e a duração média dos contratos imobiliários (12 a 18 anos) minimiza a transferência de ganhos. Além disso, o corte inicial da Selic é considerado insuficiente para alterar o custo do dinheiro para os bancos.

A Caixa reforça que suas taxas de juros já são as menores do mercado, com o máximo de 11,49% + TR para imóveis residenciais no SFH e 12% + TR no SFI. "O custo do dinheiro está alto. Não temos em um horizonte próximo previsão de redução (dos juros)", afirma Magalhães.

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