Dezoito torcedores senegaleses condenados por invasão de campo na caótica final da Copa Africana de Nações em janeiro, em Rabat, negaram envolvimento em irregularidades. A informação foi divulgada pela AFP.
Em fevereiro, um tribunal marroquino sentenciou os 18 a penas de prisão que variam de três a doze meses por acusações de vandalismo. Os promotores pediram penas mais longas em recurso.
Os senegaleses detidos argumentam que foram forçados a entrar em campo devido à aglomeração ou para evitar hostilidades. Afirmam que não houve protesto contra a arbitragem na final, vencida pelo Senegal por 1 a 0 em 18 de janeiro.
A Confederação Africana de Futebol (CAF) reverteu o resultado em março, declarando Marrocos campeão. A Federação Senegalesa de Futebol recorreu ao Tribunal Arbitral do Esporte (CAS).
A defesa solicitou exibição de vídeos para verificar a identidade dos acusados, mas a promotoria rejeitou, alegando flagrante delito. Advogados de defesa afirmam que os verdadeiros envolvidos estão no Senegal.
A final foi marcada por lances polêmicos nos minutos finais. Um pênalti marcado para Marrocos aos 52 minutos do segundo tempo gerou revolta nos jogadores senegaleses, que chegaram a deixar o campo. A decisão foi revertida após intervenção do VAR.
O pênalti foi cobrado por Brahim Díaz, que errou a cobrança. Na prorrogação, o Senegal marcou o gol do título com Papa Gueye. Foi o segundo título africano da história senegalesa.
Apesar da decisão oficial da CAF, dirigentes senegaleses afirmaram que a taça permanecerá no país.