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quarta-feira, 21 de outubro de 2026

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Torcedores senegaleses negam tumulto em final da Copa Africana

Condenados por invasão de campo na final da Copa Africana, senegaleses alegam ter sido forçados a entrar no gramado. CAF reverteu título para Marrocos.

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Torcedores senegaleses negam tumulto em final da Copa Africana

Dezoito torcedores senegaleses condenados por invasão de campo na caótica final da Copa Africana de Nações em janeiro, em Rabat, negaram envolvimento em irregularidades. A informação foi divulgada pela AFP.

Em fevereiro, um tribunal marroquino sentenciou os 18 a penas de prisão que variam de três a doze meses por acusações de vandalismo. Os promotores pediram penas mais longas em recurso.

Os senegaleses detidos argumentam que foram forçados a entrar em campo devido à aglomeração ou para evitar hostilidades. Afirmam que não houve protesto contra a arbitragem na final, vencida pelo Senegal por 1 a 0 em 18 de janeiro.

A Confederação Africana de Futebol (CAF) reverteu o resultado em março, declarando Marrocos campeão. A Federação Senegalesa de Futebol recorreu ao Tribunal Arbitral do Esporte (CAS).

A defesa solicitou exibição de vídeos para verificar a identidade dos acusados, mas a promotoria rejeitou, alegando flagrante delito. Advogados de defesa afirmam que os verdadeiros envolvidos estão no Senegal.

A final foi marcada por lances polêmicos nos minutos finais. Um pênalti marcado para Marrocos aos 52 minutos do segundo tempo gerou revolta nos jogadores senegaleses, que chegaram a deixar o campo. A decisão foi revertida após intervenção do VAR.

O pênalti foi cobrado por Brahim Díaz, que errou a cobrança. Na prorrogação, o Senegal marcou o gol do título com Papa Gueye. Foi o segundo título africano da história senegalesa.

Apesar da decisão oficial da CAF, dirigentes senegaleses afirmaram que a taça permanecerá no país.

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