O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), criticou nesta terça-feira (14) o relatório da CPI do Crime Organizado do Senado. Segundo Toffoli, o documento, que pede seu indiciamento, tem o objetivo de "obter votos" e caracteriza abuso de poder.
Durante a abertura da sessão da Segunda Turma, Toffoli classificou o relatório como uma "excrescência" e uma tentativa "antidemocrática" e "corrupta" de influenciar eleições.
O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) apresentou o relatório final, que sugere o indiciamento de Toffoli, Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes e do procurador-geral da República, Paulo Gonet, em relação ao Caso Master.
Toffoli deixou a relatoria do inquérito sobre o Master após menções ao seu nome em mensagens apreendidas com o banqueiro Daniel Vorcaro. O ministro é sócio do resort Tayayá, comprado por um fundo ligado ao Master e investigado pela PF.