A ex-prefeita de Contagem e pré-candidata ao Senado pelo PT em Minas Gerais, Marília Campos, declarou nesta segunda-feira (14) que considera possível compor uma chapa com o PSDB, do deputado federal Aécio Neves. A declaração, feita antes de um evento de pré-campanha em Belo Horizonte, surpreende dada a histórica rivalidade entre os partidos.
Marília Campos afirmou que a definição do segundo nome ao Senado e do vice-governador ficará a cargo do candidato a governador, visando fortalecer a chapa com alianças. "Na minha opinião, cabe (compor com o PSDB)", disse a ex-prefeita à Itatiaia.
Questionada sobre a oposição de Aécio ao PT, Marília ponderou que "posicionamentos políticos se transformam", citando o senador Rodrigo Pacheco (PSB) como exemplo. Pacheco, eleito com base de direita, tem assumido posições democráticas e progressistas.
O tucano Aécio Neves ainda não oficializou sua candidatura para as próximas eleições, nem se buscará retornar ao Senado ou a reeleição. Seu posicionamento sobre a declaração de Marília Campos ainda não foi obtido pelo GLOBO.
A presidente do diretório mineiro do PT, Leninha, disse à Itatiaia que a aliança com o PSDB "não foi tratada" e que o histórico de rivalidade torna o ambiente desfavorável.
Em fevereiro, Pacheco se reuniu com Aécio em Brasília para discutir o posicionamento do PSDB em Minas e a convergência com o projeto político do senador. Na ocasião, o PSDB sinalizou apoio a Pacheco, independentemente de seu projeto final.
Pacheco deixou o PSD, partido do pré-candidato a governador Matheus Simões (PSD), e migrou para o PSB, movimento visto como estratégico para sua definição eleitoral. Ele também havia recebido convites do MDB e de outros partidos.
Na centro-direita, o PL estuda candidatura própria com o empresário Flávio Roscoe. Atualmente, o senador bolsonarista Cleitinho (Republicanos) lidera as pesquisas.
Fonte: O Globo