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quinta-feira, 15 de outubro de 2026

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TECNOLOGIA

OpenAI lança modelo de cibersegurança para combater falhas

Nova ferramenta da OpenAI, GPT-5.4-Cyber, entra em competição direta com o modelo Mythos da Anthropic, intensificando a corrida por IAs avançadas em cibersegurança, mas também elevando preocupações sobre o uso indevido da tecnologia.

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OpenAI lança modelo de cibersegurança para combater falhas

A OpenAI, criadora do ChatGPT, anunciou nesta terça-feira (15) o lançamento do GPT-5.4-Cyber, um novo modelo de inteligência artificial projetado para identificar vulnerabilidades em softwares. A ferramenta visa auxiliar organizações a corrigir falhas de segurança antes que sejam exploradas por agentes mal-intencionados.

O GPT-5.4-Cyber oferece maior flexibilidade aos usuários na exploração do modelo para fins de segurança, segundo a OpenAI. Inicialmente, o acesso será restrito a participantes do programa Trusted Access for Cyber, lançado em fevereiro, permitindo que clientes e especialistas em cibersegurança testem as capacidades avançadas do modelo.

A empresa planeja expandir gradualmente o acesso, começando com centenas de usuários e ampliando para milhares nas próximas semanas. A iniciativa insere a OpenAI diretamente na disputa por modelos de IA de ponta contra a Anthropic, sua principal concorrente.

A competição entre OpenAI e Anthropic se intensifica no desenvolvimento de IAs cada vez mais sofisticadas, capazes de realizar tarefas complexas e atrair o interesse corporativo. No entanto, a crescente eficiência dessas IAs em identificar e explorar falhas de segurança levanta preocupações sobre o uso indevido por criminosos e hackers patrocinados por governos, com a tecnologia de IA já sendo empregada em ciberataques.

Na semana passada, a Anthropic apresentou o Mythos, um modelo especializado em detectar e explorar vulnerabilidades em sistemas operacionais e navegadores. O acesso ao Mythos foi limitado a parceiros como Amazon, Apple e Microsoft, com o objetivo de fortalecer a segurança de seus sistemas. A ferramenta já gerou alerta em instituições financeiras e órgãos governamentais, incluindo o Departamento do Tesouro dos EUA, que busca acesso para identificar vulnerabilidades.

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