As exportações da China apresentaram uma desaceleração acentuada em março, registrando um crescimento de apenas 2,5% em relação ao ano anterior. O resultado ficou aquém das expectativas após um forte avanço de quase 40% em fevereiro.
Em contrapartida, as importações surpreenderam ao disparar quase 28%, o maior ritmo de crescimento desde o final de 2021. Esse desempenho foi impulsionado pela alta nas compras de produtos de alta tecnologia, como chips, essenciais para o avanço da inteligência artificial.
A desaceleração das exportações é atribuída a fatores sazonais, como o feriado do Ano Novo Lunar, e a uma base de comparação elevada do ano anterior. As tarifas impostas pelos Estados Unidos também impactaram negativamente, com as exportações para o país caindo 26,5%.
O superávit comercial chinês encolheu para US$ 51 bilhões, o menor em mais de um ano, refletindo a dinâmica contrastante entre exportações e importações.
Apesar da desaceleração pontual, a economia chinesa mostrou resiliência no primeiro trimestre, com exportações e importações crescendo 15% e 23%, respectivamente. O setor de alta tecnologia, especialmente os chips impulsionados pela IA, continua a ser um motor de crescimento significativo.
O conflito no Oriente Médio e a instabilidade no fornecimento de energia representam um fator de incerteza para o comércio global, podendo afetar os custos de produção e a demanda por bens chineses no futuro. No entanto, o aumento das exportações de veículos elétricos e híbridos mostra a diversificação e a competitividade da indústria chinesa.
Fonte: O Globo