Políticos do Partido dos Trabalhadores (PT) comemoraram a derrota de Viktor Orbán, primeiro-ministro da Hungria, nas eleições realizadas neste domingo (13/04/2026). Orbán, líder da extrema-direita global e descrito como aliado de Jair Bolsonaro, admitiu a perda de poder após 16 anos no comando do país europeu. A oposição, liderada por Péter Magyar, do partido Tisza (Respeito e Liberdade), saiu vitoriosa, abrindo caminho para uma transição de governo.
Durante seu mandato, Orbán foi criticado por enfraquecer instituições democráticas e promover um modelo de "democracia iliberal". Em novembro de 2025, Orbán se reuniu com Eduardo Bolsonaro (PL-SP) em Washington e expressou apoio à família Bolsonaro, criticando o que chamou de "caças às bruxas políticas" contra o ex-presidente Jair Bolsonaro.
José Guimarães (PT-CE), atual Secretário de Relações Institucionais, classificou Orbán como "aliado de primeira hora de Bolsonaro" e viu na derrota húngara "uma vitória da democracia" e um "recado claro" contra o extremismo. "O obscurantismo e o extremismo de direita [...] começam a entrar em declínio no mundo", afirmou Guimarães, que acredita que o Brasil seguirá o mesmo caminho em outubro. Acompanhe o resultado das eleições em Petistas celebram derrota de Orbán na Hungria e veem sinal para o Brasil.
O deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) celebrou a "página histórica" escrita pela Hungria, com a derrota "devastadora" da extrema-direita. "Nenhum projeto de ódio é invencível, nenhum autoritarismo é eterno", declarou, projetando um resultado similar para o Brasil. Rogério Correia (PT-MG) compartilhou vídeos da celebração na Hungria e afirmou que "a derrota do fascismo é contagiante", clamando por uma vitória contra a "extrema direita bolsonarista" em outubro.
Marcio Macedo, ex-ministro da Secretaria-Geral da Presidência, também exaltou a derrota "do aliado de Bolsonaro", vendo nela um enfraquecimento da extrema-direita mundial e o fim de um ciclo de autoritarismo.