Ativos latino-americanos se tornaram um porto seguro para investidores de mercados emergentes diante da volatilidade global. A região se beneficia da exportação de petróleo e de um certo distanciamento das tensões no Oriente Médio. Moedas como o real brasileiro e o peso argentino se valorizaram frente ao dólar, enquanto títulos de países exportadores de petróleo, como Equador e Colômbia, apresentam bom desempenho. A Colômbia também se destaca com sua dívida em moeda local. Analistas indicam que o fracasso em acordos de paz entre EUA e Irã aumenta a busca por ativos de refúgio, com apostas em posições latino-americanas consideradas resilientes a diferentes cenários. A América Latina também oferece altas taxas de juros reais, atraindo operações de carry trade. Apesar do cenário positivo, persistem vulnerabilidades como as altas taxas de juros no Brasil, que afetam balanços corporativos, e eleições presidenciais imprevisíveis em diversos países. A Colômbia já sofreu rebaixamento de crédito. Especialistas alertam para a maior vulnerabilidade dos mercados emergentes a choques geopolíticos, ressaltando a importância de choques geopolíticos criarem dispersão dentro dos mercados emergentes.
ECONOMIA
América Latina atrai investidores em meio a incertezas globais
Ações e moedas da América Latina se destacam como refúgio seguro em meio à instabilidade global e tensões no Oriente Médio. Entenda os motivos e as vulnerabilidades.