O técnico da Seleção Brasileira, Carlo Ancelotti, disse que há uma "energia diferente" e um "orgulho muito forte em representar o país" entre os jogadores convocados. Em entrevista ao jornal francês L'Équipe, o italiano de 66 anos, que está em sua primeira experiência com uma seleção nacional, afirmou estar adaptado à vida no Rio de Janeiro e que a decisão de assumir o Brasil foi mais emocional do que racional. "Estou feliz por descobrir uma nova cultura, não apenas o futebol, mas também as tradições e o jeito de viver dos brasileiros", declarou.
Ancelotti destacou o desafio de manter o vínculo com os atletas devido à menor frequência de encontros em relação a clubes, mas garantiu que o relacionamento é próximo, com conversas constantes e acompanhamento de jogos. Ele elogiou o perfil do jogador brasileiro, citando humildade, talento e forte conexão emocional com o jogo. "É bonito ver um jogador se emocionar. Isso não é fraqueza", comentou.
Inspirado pela cultura brasileira, o treinador mencionou o carnaval como exemplo de dedicação coletiva e paixão. "Há alegria, mas também muito esforço e organização. Isso me inspira", explicou.
De olho na Copa do Mundo de 2026, Ancelotti afirmou que a convocação será baseada em meritocracia, com observação de todos os jogadores brasileiros, independentemente da idade. Sua filosofia de trabalho é a adaptação a um ambiente com dinâmica diferente para recolocar o Brasil no topo do futebol mundial. Ele também elogiou o orgulho brasileiro e projetou uma Seleção forte para Copa.