O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) manteve, por unanimidade, nesta quinta-feira (11/04/2026), a condenação do ex-deputado federal Hildebrando Pascoal. A decisão, em segunda instância, o mantém a pena de 14 anos de reclusão e multa por crimes eleitorais cometidos nas eleições de 1998. Pascoal foi condenado por corrupção eleitoral, captação e transporte ilegal de eleitores, e associação criminosa. A defesa de Pascoal alegou impedimento de magistrados, falta de supervisão judicial e dupla punição, mas os argumentos foram rejeitados pela relatora, ministra Estela Aranha, e seguidos pelos demais ministros. A condenação, que já transitou em julgado, diz respeito a crimes praticados quando Pascoal, ex-coronel da PM, já era acusado de comandar um grupo de extermínio. O caso ganhou notoriedade nacional devido ao brutal assassinato do mecânico Agilson Firmino dos Santos, conhecido como Baiano, que foi desmembrado com uma motosserra. O crime teria sido uma retaliação à morte do irmão do ex-deputado, Itamar Pascoal. Agilson Firmino, empregado do autor do disparo que matou Itamar Pascoal, foi capturado, torturado e assassinado pelo grupo.
POLÍTICA
TSE confirma condenação de Hildebrando Pascoal em caso da motosserra
TSE confirma condenação de Hildebrando Pascoal a 14 anos de prisão em caso relacionado a crimes eleitorais e ao brutal assassinato de um mecânico com uma motosserra. Decisão mantém pena em segunda instância.