O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, enviou a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF) para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), após articulação direta do governo com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A reunião entre Lula e Alcolumbre, realizada no Palácio da Alvorada, buscou reduzir resistências ao nome de Messias e destravar a tramitação. Alcolumbre sinalizou que não impediria o avanço do processo, desde que Messias dialogasse com os senadores e dissipasse ressalvas. O senador Rodrigo Pacheco também participou do encontro.
Com o avanço sinalizado por Alcolumbre, o governo intensificou a ofensiva política. Líderes como Jaques Wagner e Randolfe Rodrigues atuaram junto a bancadas e senadores indecisos. Pacheco também foi envolvido nas negociações. A articulação focou em aliados do Planalto, com participação da senadora Eliziane Gama e do presidente da CCJ, Otto Alencar, que definiu o calendário, com sabatina prevista para 29 de abril.
Messias participou de um jantar com cerca de 38 senadores, organizado por Lucas Barreto, onde buscou conversas reservadas com integrantes da CCJ. A presença do ministro Cristiano Zanin foi vista como apoio. A estratégia mudou do corpo a corpo em gabinetes para a organização de apoios mapeados e pressão por um gesto institucional.
Apesar do avanço, a consolidação de maioria na CCJ, onde Messias precisa de 14 votos, ainda é incerta. Aliados estimam cerca de dez votos declarados. Messias ainda não dialogou com senadores como Rodrigo Pacheco, Sergio Moro e Hamilton Mourão. Fora da comissão, o indicado também não se reuniu com Alcolumbre.
No plenário, a projeção de aliados é de 48 votos, número considerado suficiente, mas sujeito a oscilações. A oposição prevê cerca de 30 votos. Messias retomará o corpo a corpo com senadores do centro e indecisos nas próximas semanas, antes da sabatina. Em nota, Messias expressou otimismo e serenidade, afirmando que buscará diálogo com todos os 81 senadores.