Ir para o conteúdo

quarta-feira, 21 de outubro de 2026

Jornalismo local, independente e responsável

Jornal Diário do Povo

ECONOMIA

Governo libera R$ 7 bilhões do FGTS em 2026 para 10 milhões de trabalhadores

Governo federal planeja liberar R$ 7 bilhões do FGTS em 2026 para cerca de 10 milhões de trabalhadores, incluindo quem optou pelo saque-aniversário. A medida visa combater o endividamento.

Compartilhe
WhatsApp
Governo libera R$ 7 bilhões do FGTS em 2026 para 10 milhões de trabalhadores

O governo federal anunciou um plano para liberar R$ 7 bilhões do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) em 2026. A medida, que visa auxiliar no combate ao endividamento dos brasileiros, deve beneficiar cerca de 10 milhões de trabalhadores.

A liberação abrangerá tanto os trabalhadores que aderiram à modalidade de saque-aniversário e possuem valores retidos, quanto aqueles que não optaram por essa modalidade. A intenção é permitir que trabalhadores com saldo retido nas contas do FGTS, especialmente aqueles demitidos sem justa causa entre 2020 e 2025 e que tiveram parte do saldo bloqueado como garantia de empréstimos, possam ter acesso aos recursos.

Segundo o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, o problema da retenção superior ao previsto ocorreu após edições de medidas provisórias em 2025. Embora a data exata para a liberação dos valores ainda não tenha sido informada, fontes próximas indicam que a operacionalização seria simples, dependendo apenas de deliberação do Conselho Curador do FGTS.

Para os trabalhadores que não aderiram ao saque-aniversário, o plano é realizar uma nova rodada de saque extraordinário, permitindo o acesso a saldos em contas vinculadas. Detalhes sobre o público-alvo, valores e tipos de conta (ativa e inativa) ainda estão em estudo pela Caixa Econômica Federal. O montante total a ser liberado está em análise, podendo variar entre R$ 7 e R$ 10 bilhões.

A iniciativa faz parte de um pacote de ações do governo para renegociação de dívidas, com o objetivo de reduzir o valor das parcelas pagas pelas famílias. O FGTS é visto como uma medida complementar, e o governo também estuda ampliar seu uso como garantia para empréstimos consignados, visando a redução de juros.

Fonte: O Globo

Leia também