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quarta-feira, 21 de outubro de 2026

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ECONOMIA

Poupança registra saída líquida de R$ 11,1 bilhões em março

Caderneta de poupança registra saída líquida de R$ 11,1 bilhões em março. Saques superam depósitos pelo terceiro ano consecutivo, influenciados pela alta da Selic e investimentos mais rentáveis.

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Poupança registra saída líquida de R$ 11,1 bilhões em março

A caderneta de poupança registrou uma retirada líquida de R$ 11,1 bilhões em março, com mais saques do que depósitos. O saldo da aplicação caiu, segundo relatório divulgado pelo Banco Central (BC) nesta quinta-feira (9).

No mês passado, os saques totalizaram R$ 380,7 bilhões, enquanto os depósitos somaram R$ 369,6 bilhões. Os rendimentos creditados nas contas foram de R$ 6,3 bilhões, e o saldo total da poupança se aproxima de R$ 1 trilhão.

A tendência de saques maiores que depósitos tem sido observada nos últimos anos. Em 2023, as retiradas líquidas foram de R$ 87,8 bilhões, e no ano passado, R$ 85,6 bilhões. Somente no primeiro trimestre deste ano, a poupança já acumula R$ 41,2 bilhões em saques líquidos.

A alta da taxa Selic, que desestimula a poupança e favorece investimentos com melhor retorno, é um dos fatores para a saída de recursos. Embora o Comitê de Política Monetária (Copom) tenha iniciado o ciclo de corte da Selic em 0,25 ponto percentual, incertezas econômicas globais, como a guerra no Oriente Médio, levam o BC a monitorar a possibilidade de interrupção dessa redução.

A Selic é a ferramenta do BC para controlar a inflação, atualmente com meta de 3% (IPCA). Juros mais altos encarecem o crédito e incentivam a poupança. A inflação de fevereiro fechou em 0,7%, impulsionada por transportes e educação, mas o acumulado em 12 meses recuou para 3,81%.

Os dados de inflação de março, que podem refletir os impactos da guerra no Oriente Médio, serão divulgados pelo IBGE nesta sexta-feira (10).

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