A empresária e influenciadora Martha Graeff, ex-noiva do banqueiro Daniel Vorcaro, afirmou nesta quarta-feira (9) ter sido "arrastada para um lamaçal" em referência ao escândalo do Banco Master e ao vazamento de mensagens pessoais trocadas com o ex-companheiro. Em vídeo, ela classificou a situação como "uma violência sem tamanho".
"Isso foi uma covardia e foi para desviar o foco de quem realmente importava, de quem realmente deveria estar respondendo por coisas que fizeram e colocaram o foco em quem? Em uma mulher que não tinha nada a ver com essa situação", declarou Graeff.
Ela alega ter "sofrido uma violência sem tamanho" com a repercussão do caso. "Fui linchada. Fui vulgarizada. É muito triste ver outras mulheres, que levantam bandeiras, usarem essa situação para ganhar engajamento. Isso me machuca profundamente", disse.
A influenciadora reforçou que não sabia de nenhum detalhe sobre os escândalos cometidos por Vorcaro à frente do Master. "Na época, ele não era uma pessoa investigada. Não sabia de nada. Ninguém sabia. Todos começaram a entender juntos. É muito importante deixar claro que não sou investigada. Não sou acusada. Meu patrimônio é idêntico ao de dois anos atrás. Não ganhei mansão, carro ou qualquer outro benefício. Sobre festas e viagens, nunca soube de detalhes ou organizei."
Martha Graeff, 40 anos, é empresária, ex-modelo e influenciadora digital natural do Rio Grande do Sul. Reside em Miami, nos Estados Unidos, onde mantém negócios ligados ao bem-estar e à moda. Com mais de 600 mil seguidores nas redes sociais, compartilha conteúdos sobre estilo de vida e já participou de campanhas publicitárias e capas de revistas.
Ela ganhou notoriedade após o vazamento de mensagens trocadas com Vorcaro, com quem manteve um relacionamento à distância. Os dois chegaram a noivar em 2024, mas romperam no ano seguinte, pouco depois da primeira prisão do banqueiro.
Graeff não é formalmente investigada pela Polícia Federal, mas aparece como peça relevante nas apurações do Congresso. As comissões avaliam os próximos passos caso a empresária continue sem responder às convocações, em um momento decisivo, já que o relatório final da CPMI do INSS está previsto para ser votado nos próximos dias.
Fonte: O Globo