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quarta-feira, 21 de outubro de 2026

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ECONOMIA

Chuvas elevam preço do feijão e impactam cesta básica

Chuvas torrenciais prejudicam colheitas e elevam o preço do feijão em todo o Brasil. Cesta básica mais cara e tempo de trabalho para adquiri-la aumenta. Veja os detalhes.

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Chuvas elevam preço do feijão e impactam cesta básica

O excesso de chuvas nas principais regiões produtoras do país causou um aumento significativo no preço do feijão, impactando diretamente o custo da cesta básica em todas as 27 capitais brasileiras. Segundo levantamento do Dieese e da Conab, o feijão, juntamente com a batata, tomate, carne bovina e leite, apresentou alta nos preços em março.

São Paulo registrou o maior valor para a cesta básica, R$ 883,94, enquanto Aracaju teve o menor, R$ 598,45. O feijão carioca, em particular, teve aumentos que variaram de 1,86% a 21,48%, dependendo da capital. A restrição na oferta, dificuldades na colheita e a expectativa de menor produção na segunda safra foram apontadas como causas para a elevação.

Marcelo Lüders, presidente do Instituto Brasileiro do Feijão (Ibrafe), explicou que o clima prejudicou a produção em estados como Paraná e Bahia, resultando em menor colheita. A produção de feijão carioca tem sido afetada pela falta de garantia de preço mínimo e pela concorrência com o feijão preto, mais demandado em mercados como o indiano.

A pesquisa também mostrou que o tempo médio necessário para adquirir os produtos da cesta básica aumentou para 97 horas e 55 minutos em março. O valor ideal do salário mínimo para suprir as necessidades básicas de uma família de quatro pessoas foi estimado em R$ 7.425,99 em março, 4,58 vezes o salário mínimo vigente.

Apesar das dificuldades, a Conab estima uma produção de feijão superior a 3 milhões de toneladas para o ciclo 2024/2025. No entanto, o impacto do aumento de custos com fertilizantes e combustíveis ainda gera incertezas no setor.

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