Ir para o conteúdo

quarta-feira, 21 de outubro de 2026

Jornalismo local, independente e responsável

Jornal Diário do Povo

ECONOMIA

Rioprevidência é intimado a explicar investimentos e consignados ao MP

Rioprevidência notificado pelo MPRJ para esclarecer investimentos de R$100 milhões em bancos não credenciados e a situação dos empréstimos consignados de servidores e pensionistas.

Compartilhe
WhatsApp
Rioprevidência é intimado a explicar investimentos e consignados ao MP

O Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro (Rioprevidência) terá que prestar contas ao Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) sobre negociações de empréstimos consignados e o investimento de mais de R$ 100 milhões em instituições financeiras não credenciadas. O MPRJ determinou, em um prazo de cinco dias, o envio de estudos técnicos, atas de reuniões e procedimentos administrativos que justificaram as aplicações nos fundos Linea Fundo de Investimento Financeiro Renda Fixa Prazo Longo Responsabilidade Limitada, R CAP Soberano e R CAP Alocação.

A solicitação ocorre em meio a investigações sobre investimentos de risco realizados pelo Rioprevidência, órgão responsável pela gestão e pagamento de aposentadorias e pensões de servidores estaduais. Os investimentos foram feitos nos dias 24 e 29 de dezembro de 2025, após recomendação do Grupo de Atuação Especializada de Defesa da Integridade e Repressão à Sonegação Fiscal do MPRJ para proteger o patrimônio previdenciário do Estado e recuperar perdas após a liquidação extrajudicial do Banco Master.

O Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Conglomerado Master em 18 de novembro de 2025, citando crise de liquidez e graves violações às normas financeiras.

O MPRJ também exige informações sobre a situação dos empréstimos consignados de servidores e pensionistas junto ao Credcesta, administrado pelo Banco Master. A autarquia deve explicar se foram oferecidos outros instrumentos de crédito vinculados ao Banco Master ou ao banco Pleno, que também está em liquidação extrajudicial.

Em caso de novos contratos de consignados, o MPRJ determinou a imediata interrupção, visando proteger o patrimônio previdenciário e os recursos dos servidores e pensionistas.

Fonte: Agência Brasil

Leia também