O senador Rodrigo Pacheco (PSB) criticou nesta quarta-feira (8) a gestão do governador Romeu Zema (Novo) em Minas Gerais, acusando a administração de "paralisia crônica" nas obras de hospitais regionais. Em discurso no Senado, Pacheco, que é cotado para disputar o governo do estado, classificou as construções inacabadas como "um desperdício de recursos" e um "símbolo de ineficiência". O parlamentar também destacou que a falta de conclusão das obras sobrecarrega os grandes centros de saúde e gera dependência de consórcios intermunicipais.
A resposta veio do grupo de Zema. Em entrevista coletiva em Belo Horizonte, o pré-candidato ao governo, Fernando Pimentel (PT), rebateu as críticas de Pacheco, atribuindo o atraso nas obras à gestão do ex-governador Fernando Pimentel (PT). "Quem falou no plenário do Senado foi o candidato do Pimentel? O que parou as obras? Rodrigo Pacheco? É muita desfaçatez, né?", questionou Pimentel, convidando Pacheco para visitar Minas e ver as obras em andamento.
A disputa pelo governo de Minas em outubro promete ser acirrada. Pacheco é visto pelo presidente Lula (PT) como um nome viável para fortalecer a base governista no estado, mas ainda não confirmou sua candidatura. Ele deixou o PSD, partido de Pimentel, e migrou para o PSB, movimento que sinaliza sua possível candidatura.
Enquanto isso, Pimentel trabalha para fechar sua chapa. A vaga de vice poderia ficar com o PL, atendendo a um pedido de Jair Bolsonaro, mas a sigla estuda candidatura própria. Outra opção é o senador Carlos Viana (PSD). A segunda vaga de senador na chapa de Pimentel deve ficar com Marcelo Aro (PP).
O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) também considera disputar o governo e articula sua própria chapa, com a possível indicação de Luís Eduardo Falcão (Republicanos) para vice. Cleitinho filiou seu irmão, Gleidson Azevedo (Republicanos), ao partido para disputar o Senado.