O Cusco FC, que nesta quarta-feira (08/04) estreia na Libertadores contra o Flamengo, carrega uma história de reviravoltas. Fundado em 2009 como Real Garcilaso, o clube peruano participou quatro vezes da competição continental. Em 2013, alcançou as quartas de final, sua melhor campanha. As outras participações foram em 2014, 2018 e 2019, com eliminações precoces.
A trajetória do Real Garcilaso foi marcada por polêmicas. Em 2015, o então presidente Julio Vásquez Granilla teria ameaçado jogadores de morte, acusando-os de traição e suposta manipulação de resultados. A animosidade com o clube Deportivo Garcilaso, da mesma cidade, também gerou conflitos. Em 2019, torcedores do Deportivo ameaçaram a família do presidente do Real Garcilaso, motivando a mudança de nome, escudo e cores do clube para Cusco FC.
A mudança, segundo o clube, foi bem recebida pela maioria dos torcedores. Sob a nova identidade, o Cusco FC disputou a Sul-Americana em 2020 e 2025. O ano de 2021 trouxe mais uma turbulência: o rebaixamento para a segunda divisão do Campeonato Peruano, após escalação irregular em partida contra o Cienciano. O clube retornou à elite em 2022 e atualmente ocupa a sexta posição na liga peruana.