A balança comercial brasileira registrou o menor superávit para meses de março desde 2020. Em março de 2026, o saldo positivo foi de US$ 6,405 bilhões, uma queda de 17,2% em comparação com o mesmo período do ano anterior, quando atingiu US$ 7,736 bilhões. A retração foi influenciada pela queda nas exportações de café e pelo aumento nas importações de veículos.
As exportações totais somaram US$ 31,603 bilhões, um aumento de 10% em relação a março de 2025. Já as importações alcançaram US$ 25,199 bilhões, um crescimento de 20,1%. O valor das exportações é o segundo maior para meses de março na série histórica, enquanto as importações atingiram o maior patamar desde 1989.
No setor agropecuário, as exportações registraram alta de 1,1%, impulsionadas por animais vivos e algodão. A indústria extrativa cresceu 36,4%, puxada pelo petróleo. Já a indústria de transformação teve um aumento de 5,4%.
Apesar do bom desempenho geral, as vendas de café apresentaram queda de 30,5% em março, devido à redução no volume exportado. Por outro lado, as exportações de petróleo bruto apresentaram alta significativa, mas a expectativa é de recuo nos próximos meses devido a uma nova alíquota de imposto de exportação.
No acumulado do primeiro trimestre de 2026, o superávit comercial atingiu US$ 14,175 bilhões, um aumento de 47,6% em relação ao mesmo período do ano anterior. O resultado é impulsionado pela não repetição da importação de uma plataforma de petróleo em fevereiro de 2025.
O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) atualizou a projeção para o superávit comercial em 2026, estimando US$ 72,1 bilhões. As projeções oficiais indicam exportações de US$ 364,2 bilhões e importações de US$ 280,2 bilhões para o ano.