O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) declarou nesta segunda-feira (7) que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), seria um candidato mais preparado para a Presidência do que ele próprio. A declaração foi feita em entrevista ao podcast Inteligência Ltda. "Tarcísio, eu acho que você é uma pessoa muito mais preparada do que eu. Eu preferiria muito mais votar em você do que em mim", afirmou Flávio, relembrando uma conversa ocorrida em dezembro do ano passado. O senador, no entanto, ressaltou que seu crescimento nas pesquisas demonstra viabilidade eleitoral para a disputa.
Flávio Bolsonaro destacou a boa relação com Tarcísio, afirmando que o governador paulista foi a primeira pessoa com quem conversou após ser escolhido por seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, para a disputa presidencial. O senador também mencionou que o grupo político teria dificuldades em escolher um candidato para o governo de São Paulo caso Tarcísio não buscasse a reeleição.
O pré-candidato também comentou sobre a necessidade de conter declarações de seu irmão, Eduardo Bolsonaro (PL-SP), contra aliados, visando a unidade do campo bolsonarista. Segundo Flávio, o momento exige coordenação e a redução de conflitos internos para viabilizar sua candidatura. Ele mencionou conversas frequentes com Eduardo para "aparar arestas" e "segurar ondas".
Ao abordar o ambiente na direita, Flávio citou o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) e buscou equilibrar as relações entre os aliados. Ele reconheceu Eduardo como liderança, mas também elogiou Nikolas, descrevendo-o como "maduro, inteligente" e um aliado importante na "exposição do PT".
A declaração de Flávio ocorre após um atrito público entre Eduardo Bolsonaro e Nikolas Ferreira, que evidenciou divergências internas na pré-campanha. A discussão começou após Eduardo acusar Nikolas de compartilhar conteúdos de perfis que não declaravam voto em Flávio. O deputado mineiro reagiu com um riso, o que levou Eduardo a criticar a falta de limites para o desrespeito à família Bolsonaro.
Nikolas Ferreira, após o episódio, compartilhou um vídeo de Flávio pedindo "união na direita" com a mensagem "concordo, presidente". Aliados avaliam que a divergência reflete disputas mais amplas sobre os rumos da pré-campanha e o incômodo da ala mais ideológica com nomes da direita que ainda não se engajaram com Flávio, como Tarcísio de Freitas e Michelle Bolsonaro.
Fonte: G1