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sábado, 24 de outubro de 2026

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Pedido de Flávio por união na direita após rixa entre Nikolas e Eduardo reforça tensão na família Bolsonaro na pré-campanha

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Pedido de Flávio por união na direita após rixa entre Nikolas e Eduardo reforça tensão na família Bolsonaro  na pré-campanha

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  "title": "Tensão na família Bolsonaro: Flávio pede união da direita em meio a conflitos internos",
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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) apelou por \"união na direita\" nesta segunda-feira (06/04/2026), em meio a uma crescente tensão familiar e de aliados na pré-campanha. O pedido surge após uma discussão pública entre o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) e o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, expondo divergências que também afetam a relação com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.

Em vídeo divulgado nas redes sociais, Flávio Bolsonaro pediu \"racionalidade\" e criticou lideranças da direita por \"se digladiarem\" enquanto o \"inimigo está do lado de}$.\" A fala veio após Eduardo acusar Nikolas de compartilhar perfis de apoiadores que não declaram voto em seu irmão. Nikolas reagiu com riso, o que levou Eduardo a acusar o deputado mineiro de \"desrespeito\" à família.

A divergência entre Eduardo e Nikolas não é inédita, com discussões anteriores já registradas. A estratégia de Flávio Bolsonaro de ampliar o escopo da pré-campanha para além do \"bolsonarismo raiz\", buscando atrair outros grupos da direita, tem gerado incômodo. Críticos como Carlos e Eduardo Bolsonaro temem que essa abertura descaracterize o projeto político e enfraqueça a identidade construída. A filiação de Sergio Moro ao PL, a aproximação com nomes como Romeu Zema e o acordo no Ceará com o grupo de Ciro Gomes são vistos como parte dessa expansão.

Interlocutores ligados a Carlos e Eduardo Bolsonaro avaliam que alianças com figuras que já divergiram do bolsonarismo podem afastar a base mais fiel. Já aliados de Flávio defendem a ampliação como essencial para evitar isolamento e construir uma candidatura viável nacionalmente, especialmente após a entrada de Ronaldo Caiado na disputa presidencial, que dividiu o apoio do agronegócio.

O núcleo ideológico da direita tem manifestado resistência. Carlos Bolsonaro tem criticado alianças com grupos que, segundo ele, buscam se beneficiar eleitoralmente da base bolsonarista sem vínculo orgânico. A prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro intensificou a centralidade de Michelle Bolsonaro na articulação política, levando aliados de Carlos e Eduardo a sugerirem que Flávio intensifique as visitas ao pai para não perder espaço.

O voto de Flávio Bolsonaro a favor do projeto que equipara a misoginia ao crime de racismo também gerou atritos com a base mais fiel. O projeto, aprovado por unanimidade no Senado, enfrenta resistência na Câmara por parte de nomes como Nikolas Ferreira e Paulo Figueiredo. Aliados de Flávio defendem que o projeto delimita casos puníveis e não ameaça direitos individuais.

Outro ponto de atrito foi a declaração de Eduardo Bolsonaro sobre ter produzido um vídeo para o pai. Michelle Bolsonaro divulgou nota afirmando não ter recebido tal vídeo, reforçando as restrições impostas à comunicação do ex-presidente em prisão domiciliar.

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