Simone Inzaghi afastou nesta sexta-feira (06) os rumores que o apontavam como próximo técnico da seleção italiana. O treinador, atualmente no comando do Al-Hilal, da Arábia Saudita, declarou que está satisfeito com seu trabalho atual e não pretende retornar à Europa no momento.
“Sou lisonjeado, claro, mas na Arábia não vivo bem, vivo mais do que bem. Tenho mais um ano de contrato e estou muito feliz", afirmou Inzaghi em entrevista ao jornal italiano "Libertà".
A declaração surge em um momento delicado para a Itália, que amarga a terceira ausência consecutiva em Copas do Mundo. Apesar da pressão, Inzaghi prefere destacar os motivos que o levaram a deixar a Inter de Milão ao final da última temporada.
“Ganhar tanto é bom, é óbvio, mas não foi isso que me levou. Eu não precisava de dinheiro. Na Inter foram anos muito bons, mas também muito pesados. Eu precisava continuar no alto nível, mas com menos pressão", explicou.
O técnico ressaltou que a escolha pelo futebol saudita foi motivada por um conjunto de fatores que vão além da parte financeira. "Encontrei uma situação fantástica em tudo: estilo de vida, estrutura, tranquilidade. Isso faz diferença num trabalho que é naturalmente muito estressante", disse.
Os números do Al-Hilal sob o comando de Inzaghi impressionam: em 38 jogos, a equipe acumula 30 vitórias e oito empates, sem conhecer a derrota.
Apesar da distância, Inzaghi expressou seu pesar pela situação da seleção italiana. "Dói ver a Itália fora da Copa de novo. Sou italiano cem por cento. Mas tenho certeza de que o nosso futebol vai se recuperar", concluiu.
Fonte: O Globo