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sábado, 24 de outubro de 2026

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POLÍTICA

Flávio Bolsonaro nega irregularidades na "rachadinha" e atribui responsabilidade a Queiroz

Senador Flávio Bolsonaro nega irregularidades na "rachadinha" e diz que ex-assessor Fabrício Queiroz admitiu o esquema sem seu conhecimento. Investigações foram anuladas e denúncia arquivada.

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Flávio Bolsonaro nega irregularidades na "rachadinha" e atribui responsabilidade a Queiroz

O senador Flávio Bolsonaro afirmou que pretende abordar o caso da "rachadinha" durante sua pré-campanha e reiterou sua inocência em relação às acusações de irregularidades quando era deputado estadual no Rio de Janeiro. Em entrevista ao podcast Inteligência Ltda., Flávio Bolsonaro declarou que o ex-assessor Fabrício Queiroz admitiu ter realizado cobranças de salários de assessores, mas negou que ele tivesse conhecimento sobre o esquema.

"Queiroz cuidava de uma parte da minha assessoria que fazia panfletagem na rua. Ele falou que tinha pessoas que ele contratou e que cobrava uma parte do salário, e colocou no papel que eu jamais tinha conhecimento disso", disse o senador.

Flávio Bolsonaro também mencionou que os sigilos de mais de 30 assessores foram quebrados durante as investigações, mas que nenhuma movimentação financeira entre ele e os funcionários foi encontrada. "Não tem movimentação entre assessores e mim. Não tem absolutamente nada, nunca teve início um processo criminal contra mim", questionou.

A investigação sobre o caso teve início em 2018, após relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) apontarem movimentações atípicas no gabinete do então deputado estadual. O Ministério Público do Rio chegou a denunciar o senador por peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

No entanto, decisões do Superior Tribunal de Justiça e do Supremo Tribunal Federal anularam provas cruciais, levando o Ministério Público a pedir o arquivamento da denúncia em 2022.

O senador associou o avanço das investigações ao contexto político após a eleição de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. "Eu passei 16 anos sem ter acusação de nada. Bastou meu pai se eleger", afirmou.

Sobre Adriano da Nóbrega, ex-capitão do Bope e apontado como membro de grupo miliciano, Flávio Bolsonaro negou qualquer relação com atividades criminosas posteriores à sua atuação como policial. Ele afirmou ter conhecido Adriano no Bope, durante instruções de tiro, e que o homenageou por acreditar que ele era um policial injustiçado.

"Depois disso ele tomou um caminho errado, e eu não posso ter responsabilidade. Aí continua a narrativa de que tenho envolvimento com milícia", declarou.

Fonte: O Globo

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