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quinta-feira, 22 de outubro de 2026

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FUTEBOL FEMININO

Barcelona humilha Real Madrid e amplia domínio no futebol feminino

Disparidade entre Barcelona e Real Madrid no futebol feminino vai além do campo e reflete a maturidade dos projetos. Barça investe mais e há mais tempo, enquanto o Real foca em sustentabilidade e construção de marca.

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Barcelona humilha Real Madrid e amplia domínio no futebol feminino

O Barcelona goleou o Real Madrid por 6 a 0 no jogo de volta da Champions League Feminina, nesta quinta-feira (2). O placar agregado de 12 a 2 evidencia a superioridade catalã no confronto direto, o El Clásico, onde o Barça acumula 24 vitórias e apenas uma derrota desde 2020.

Enquanto o time azul-grená consolida sua hegemonia, o Real Madrid ainda busca equiparar forças. A disparidade entre as equipes espanholas vai além do campo, refletindo a maturidade de seus projetos.

O Barcelona iniciou seu projeto de futebol feminino em 2002, com profissionalização em 2015. Já o Real Madrid só formou sua equipe em 2019, após adquirir o Deportivo Tacón. Esses marcos temporais explicam parte do cenário atual.

“O Barcelona é o modelo a ser batido. Opera de forma consolidada, com receitas próprias que superam os 22 milhões de euros. Gastam mais, com uma folha salarial de 13 milhões de euros, quase o dobro do Real, e reinvestem o excedente para manter um ecossistema que funciona há quase uma década”, analisa Mônica Esperidião, CSO da FSports.

Apesar de ter um projeto com quase 20 anos a menos, o Real Madrid alcançou objetivos importantes. O departamento feminino já apresenta lucro, diferentemente do time de basquete, que existe há mais tempo.

“O Real Madrid, com seis anos de projeto, está em uma fase agressiva de construção de marca. A receita é metade da do Barça, mas a seção feminina já é lucrativa, gerando mais de 3 milhões de euros em lucro. Isso é raro no futebol feminino e mostra que o Real prioriza o equilíbrio contábil e a sustentabilidade antes de tentar ‘comprar’ o título a qualquer custo”, complementa Esperidião.

Fora de campo, as diferenças diminuem. O Camp Nou recebeu 60.067 torcedores para o jogo, um recorde na temporada. O Santiago Bernabéu, contudo, nunca sediou partidas do time feminino. O presidente do Real Madrid, Florentino Pérez, afirmou que isso só ocorrerá após a conquista do primeiro título.

Enquanto as diferenças comerciais se reduzem, dentro das quatro linhas o clube merengue tem um longo caminho a percorrer. “Os últimos resultados na Champions mostram isso. O Barcelona capta patrocínios mais valiosos por ser referência global, o que retroalimenta sua vantagem. O Real ainda paga o ‘pedágio’ da pressa, investindo muito em contratações que ainda não têm o mesmo entrosamento e o know-how do esquema catalão”, explica Esperidião.

O placar agregado de 12 a 2 é o retrato do momento. O sucesso comercial do Real Madrid aponta para um potencial de médio prazo, mas no mais alto nível competitivo, o dinheiro atrai talento, porém é o tempo de projeto que dita quem levanta a taça.

Além do sucesso continental, o Barcelona, com estrelas como Aitana Bonmatí e Alexia Putellas, conquistou as últimas seis edições da Liga F e está perto de mais um título. A equipe também está na final da Copa da Rainha e na semifinal da Champions, contra o Bayern de Munique.

Fonte: O Globo

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