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sábado, 24 de outubro de 2026

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Google: Hacker norte-coreano afetou software de internet

Google revela que grupo ligado à Coreia do Norte invadiu software essencial para serviços online e redes corporativas. Milhões de dados podem ter sido expostos.

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Google: Hacker norte-coreano afetou software de internet

Hackers ligados à Coreia do Norte comprometeram o Axios, um software essencial para serviços online, e podem ter acessado dados confidenciais de usuários e empresas globalmente. A informação foi divulgada pelo Google, que monitora o ataque.

O ataque explorou uma atualização do Axios, biblioteca de código aberto com mais de 180 milhões de downloads semanais. O código malicioso foi inserido na distribuição do software, aproveitando a confiança dos desenvolvedores.

O grupo UNC1069, associado ao governo norte-coreano, foi atribuído à operação. O grupo atua desde 2018, com foco em ataques financeiros e de criptomoedas.

"Toda vez que você acessa um site, verifica seu saldo bancário ou abre um aplicativo, o Axios está funcionando nos bastidores", explicou Tom Hegel, pesquisador sênior da SentinelOne.

O Google removeu o código malicioso poucas horas após sua identificação. No entanto, o Axios está presente em cerca de 80% dos ambientes de nuvem, permitindo a rápida disseminação do problema antes da correção.

A empresa de segurança Wiz alertou que "centenas de milhares" de dados sensíveis podem ter sido expostos. Credenciais de acesso roubadas podem ser usadas em futuros ataques, como invasões corporativas e fraudes digitais.

Especialistas classificam o incidente como um ataque à cadeia de fornecimento de software, um método sofisticado onde um componente comum é comprometido para atingir múltiplos sistemas.

"Hackers norte-coreanos têm profunda experiência com ataques desse tipo, usados principalmente para roubar criptomoedas", afirmou John Hultquist, analista do Google.

O governo dos EUA afirma que a Coreia do Norte usa ciberataques para financiar programas militares e driblar sanções.

Análises indicam que o malware afetou sistemas macOS, Windows e Linux, ampliando o alcance potencial da ofensiva para milhões de dispositivos.

Os hackers criaram um mecanismo de distribuição com acesso direto a ambientes corporativos globais. Ainda não há estimativa oficial sobre o número de sistemas comprometidos.

Fonte: O Globo

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