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sábado, 24 de outubro de 2026

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Eduardo Leite descarta convite do PSDB e permanece no PSD

Governador gaúcho descarta convite do PSDB e confirma permanência no PSD, optando por focar em seu mandato estadual.

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Eduardo Leite descarta convite do PSDB e permanece no PSD

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), anunciou nesta quarta-feira (1º de abril de 2026) que permanecerá no PSD. A decisão vem após o partido lançar Ronaldo Caiado como pré-candidato à Presidência e de Leite ter criticado a escolha, que ele considerou como um fator de radicalização na política nacional. Leite também descartou um convite do PSDB para retornar à legenda e disputar o Planalto.

Em declarações ao jornal O Globo, Leite afirmou: "Não considerei sair do PSD". Ele optou por completar seu mandato como governador, que se encerra no final de 2026, e não concorrerá a outros cargos nas eleições deste ano. A decisão de Leite ocorre em um cenário de dificuldades para emplacar seu sucessor, Gabriel Souza (MDB), no governo gaúcho, com o PL lançando o deputado Zucco como candidato e atraindo o apoio de partidos como PP e Republicanos. Enquanto isso, a federação União Brasil-PP se alinha com Zucco, e pré-candidatos de esquerda como Juliana Brizola (PDT) e Edegar Pretto (PT) mostram-se mais competitivos que o nome do MDB.

Apesar das críticas iniciais à escolha de Caiado, Leite adotou um tom mais conciliador nas redes sociais, afirmando ter "diferenças de visão e estilo" com o colega de partido, mas também "muitas convergências" e "muito respeito por sua trajetória". Um manifesto assinado por intelectuais, ex-parlamentares e economistas, incluindo nomes como Roberto Freire, José Aníbal, Armínio Fraga e Pérsio Arida, pedia a candidatura de Leite à presidência como alternativa à polarização.

Leite deixou o PSDB no ano passado, em meio a um processo de enfraquecimento do partido. Na disputa presidencial interna do PSD, Caiado desponta com melhor desempenho nas pesquisas e maior demonstração de vontade de participar ativamente da pré-campanha, segundo integrantes da cúpula do partido. Caiado deixou o governo de Goiás na terça-feira (31 de março) para se dedicar à sua pré-candidatura.

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