A manipulação de resultados esportivos registrou uma leve queda no número de casos em 2025, mas se tornou mais sofisticada e difícil de detectar. Relatório da Sportradar aponta 1.116 partidas suspeitas em 94 países e 12 modalidades, um volume inferior a 0,5% dos eventos monitorados. Especialistas alertam que o problema persiste, adaptando-se aos mecanismos de controle.
A fraude, antes associada a derrotas propositais, agora foca em detalhes sutis como escanteios ou faltas específicas. Essa nova abordagem, ligada a apostas ao vivo (77% dos casos), exige menos envolvidos e dificulta a identificação.
O futebol lidera com 618 partidas suspeitas, sendo que a Bolívia, Iraque, Jamaica e Congo lutam por vagas na Copa de 2026, mas outras modalidades como basquete, tênis e tênis de mesa ganham espaço. Geograficamente, a Europa e a América do Sul veem queda, enquanto Ásia e África registram crescimento, indicando migração de redes para mercados com menor fiscalização.
A tecnologia, especialmente a inteligência artificial, ampliou a capacidade de detecção de padrões suspeitos. No entanto, o fator humano permanece crucial para interpretar contextos e validar indícios.
Entidades como a FIFA implementam sanções e programas de educação. O diagnóstico é claro: a manipulação de jogos não está diminuindo, mas evoluindo, tornando-se um desafio crescente para o esporte global identificar suas formas cada vez mais invisíveis.