O presidente Luiz Inácio Lula da Silva utilizou a reunião ministerial de terça-feira (31) para ensaiar seu discurso de campanha eleitoral e, de forma decisiva, encerrou as especulações sobre a permanência de Geraldo Alckmin como vice em sua chapa. Diante de uma aprovação de 51% de desaprovação, segundo pesquisa Quaest de março, Lula planeja centrar sua campanha na comparação entre sua gestão e a de Jair Bolsonaro, seu principal adversário. O presidente afirmou que o país está "infinitamente melhor" do que quando assumiu. Ministros que concorrerão em eleições estaduais foram instruídos a replicar esse discurso. Lula buscou iniciar o período de pré-campanha sem incertezas sobre a composição da chapa, visando fortalecer alianças com partidos de esquerda, similar à estratégia de 2022. Diante de adversários que prometem anistiar os envolvidos na tentativa de golpe de 8 de janeiro, Lula pretende resgatar o discurso de "frente em favor da democracia", destacando a união de seu partido com o ex-tucano Alckmin.
POLÍTICA
Lula encerra especulações sobre chapa e foca discurso em comparação com governo Bolsonaro
Presidente Lula usa reunião ministerial para definir estratégia de campanha, focando na comparação com o governo Bolsonaro e confirmando Geraldo Alckmin como vice.