O setor público brasileiro registrou um déficit primário de R$ 16,4 bilhões em fevereiro, informou o Banco Central nesta terça-feira. Apesar do resultado negativo, a cifra é inferior ao déficit de R$ 19 bilhões observado no mesmo mês de 2025.
O déficit primário ocorre quando os gastos do governo superam as receitas, excluindo-se os juros da dívida. O resultado de fevereiro foi influenciado pelo déficit de R$ 29,5 bilhões do Governo Central (Tesouro, Previdência e Banco Central). Por outro lado, governos regionais (estados e municípios) apresentaram superávit de R$ 13,7 bilhões, e as estatais registraram déficit de R$ 568 milhões.
No acumulado dos últimos 12 meses, o déficit do setor público soma R$ 52,8 bilhões, o que representa 0,41% do Produto Interno Bruto (PIB).
Os gastos com juros da dívida continuam sendo um fator de pressão significativa para as contas públicas. Em fevereiro, o pagamento de juros atingiu R$ 84,2 bilhões, superior aos R$ 78,3 bilhões pagos no mesmo período do ano anterior. Esse aumento é atribuído à taxa Selic elevada, à inflação e ao crescimento da dívida.
Considerando os juros, o déficit nominal em fevereiro foi de R$ 100,6 bilhões. Nos últimos 12 meses, o déficit nominal acumulado alcançou R$ 1,09 trilhão, equivalente a 8,48% do PIB.
A dívida bruta do governo geral, que inclui União, INSS e governos regionais, atingiu R$ 10,2 trilhões em fevereiro, o que corresponde a 79,2% do PIB. Houve um aumento em relação ao mês anterior, impulsionado principalmente pelos gastos com juros. A dívida líquida do setor público também apresentou alta, chegando a R$ 8,4 trilhões, ou 65,5% do PIB.
Fonte: O Globo